Se muitos países foram capazes de reverter quadros piores e de promover uma revolução social digna de respeito, por meio de uma educação de qualidade para todos, por que o Brasil não pode realizar também sua revolução educacional?
Para que o país avance de maneira sustentável, tanto do ponto de vista econômico como social, é essencial tomar decisões estratégicas pensando no longo prazo. Para garantir nosso desenvolvimento econômico, precisamos de investimento qualificado em capital humano, em pesquisa e em projetos que coloquem o Brasil na vanguarda.
Diz um ditado chinês: "Se queres colher no curto prazo, plante cereais; se queres colher no longo prazo, plante árvores; se queres colher para sempre, eduque o homem". Na educação, mais do que em qualquer outra área, é preciso plantar no presente para poder colher resultados positivos no futuro. E, ao mesmo tempo, é plantando uma educação de qualidade no presente que poderemos colher um futuro melhor.
Sabemos que o Brasil investe pouco na educação. O relatório da Unesco mostra que o país investe, por aluno/ano, duas vezes menos do que o Chile, a Argentina e o México; sete vezes menos do que os países europeus e nove vezes menos do que os EUA. Investimos pouco e mal.
A educação brasileira precisa transformar-se, de uma vez por todas, em política de Estado e deixar de ser apenas política de governo ou transitória.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
INTERNACIONALIZAÇÃO AINDA É PARA POUCAS EMPRESAS
Petrobras, Vale, Gerdau, Odebrecht, Votorantim e Camargo Corrêa são apontadas por especialistas como os bons exemplos de grandes empresas brasileiras participantes do processo de internacionalização, ocorrido mais intensamente nos últimos 15 anos.
Embora essas companhias tenham mobilizado bilionários recursos e obtido sucesso na conquista de participação no mercado externo, poucas companhias obtiveram o mesmo êxito da Embraer. A fabricante brasileira de aviões é o melhor exemplo de companhia que avançou mais em seu processo de internacionalização.
"A história da Embraer foge do padrão de todos os manuais".
A Embraer é um exemplo de companhia latina "aspirante" a transformar-se em um verdadeiro "global player". "A maioria das multilatinas são companhias regionais ou bi-regionais".
Privatizada em 1994, com controle pulverizado, grande participação de capital estrangeiro e acordos de troca de tecnologia com grupos internacionais, a Embraer transformou-se em menos de uma década na quarta maior empresa do setor aeronáutico do mundo e líder global no segmento de aviões com menos de cem passageiros. Possui unidades nos Estados Unidos, Europa e Ásia, e mais de 90% de sua receita advêm de contratos fechados no exterior.
A Embraer possui qualidades incomuns em outras companhias latinas. Suas motivações para internacionalização incluem a busca de novos mercados, recursos, redução de custos e ativos estratégicos.
"A maioria das multilatinas - as multinacionais latino-americanas - é de corporações com vocação regional".
A principal motivação para o avanço das companhias fora de suas fronteiras é a busca por recursos naturais e a entrada em novos mercados. "Isso está refletido na base produtiva e tecnológica da América Latina".
A ida ao exterior é uma ação defensiva contra o ingresso de rivais no mercado doméstico. Outro item determinante é o fato de empresas brasileiras aproveitarem oportunidades em períodos de crise, como foi a compra das companhias argentinas Pérez Compac pela Petrobras ou da Loma Negra pela Camargo Corrêa.
No âmbito global, estudos de especialistas apontam apenas nove empresas que poderiam ser ditas verdadeiramente globais: as americanas IBM, Intel e Coca-Cola, as japonesas Sony e Canon, holandesa Philips, a finlandesa Nokia, a francesa LVMH e a cingapuriana Flextronics - esta última é o único exemplo fora das economias desenvolvidas. Ou seja, o grau máximo de internacionalização das companhias parece ser algo para poucas e raras empresas de excelência.
O fato de poucas companhias latinas terem se internacionalizado, até agora está ligado ao processo histórico de industrialização da região, onde impera a baixa taxa de acumulação de capital, escassez de recursos públicos destinados à indústria, aos setores de educação, pesquisa e desenvolvimento. Todos esses elementos geram um baixo nível de produtividade e uma baixa capacidade de inovação.
Embora essas companhias tenham mobilizado bilionários recursos e obtido sucesso na conquista de participação no mercado externo, poucas companhias obtiveram o mesmo êxito da Embraer. A fabricante brasileira de aviões é o melhor exemplo de companhia que avançou mais em seu processo de internacionalização.
"A história da Embraer foge do padrão de todos os manuais".
A Embraer é um exemplo de companhia latina "aspirante" a transformar-se em um verdadeiro "global player". "A maioria das multilatinas são companhias regionais ou bi-regionais".
Privatizada em 1994, com controle pulverizado, grande participação de capital estrangeiro e acordos de troca de tecnologia com grupos internacionais, a Embraer transformou-se em menos de uma década na quarta maior empresa do setor aeronáutico do mundo e líder global no segmento de aviões com menos de cem passageiros. Possui unidades nos Estados Unidos, Europa e Ásia, e mais de 90% de sua receita advêm de contratos fechados no exterior.
A Embraer possui qualidades incomuns em outras companhias latinas. Suas motivações para internacionalização incluem a busca de novos mercados, recursos, redução de custos e ativos estratégicos.
"A maioria das multilatinas - as multinacionais latino-americanas - é de corporações com vocação regional".
A principal motivação para o avanço das companhias fora de suas fronteiras é a busca por recursos naturais e a entrada em novos mercados. "Isso está refletido na base produtiva e tecnológica da América Latina".
A ida ao exterior é uma ação defensiva contra o ingresso de rivais no mercado doméstico. Outro item determinante é o fato de empresas brasileiras aproveitarem oportunidades em períodos de crise, como foi a compra das companhias argentinas Pérez Compac pela Petrobras ou da Loma Negra pela Camargo Corrêa.
No âmbito global, estudos de especialistas apontam apenas nove empresas que poderiam ser ditas verdadeiramente globais: as americanas IBM, Intel e Coca-Cola, as japonesas Sony e Canon, holandesa Philips, a finlandesa Nokia, a francesa LVMH e a cingapuriana Flextronics - esta última é o único exemplo fora das economias desenvolvidas. Ou seja, o grau máximo de internacionalização das companhias parece ser algo para poucas e raras empresas de excelência.
O fato de poucas companhias latinas terem se internacionalizado, até agora está ligado ao processo histórico de industrialização da região, onde impera a baixa taxa de acumulação de capital, escassez de recursos públicos destinados à indústria, aos setores de educação, pesquisa e desenvolvimento. Todos esses elementos geram um baixo nível de produtividade e uma baixa capacidade de inovação.
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